sábado, 10 de novembro de 2012

Quando a esmola é demais...



     ...o santo desconfia.

     Nunca gostei desses “ditos populares” mas tive que usar este. Acho que nem apliquei-o bem, mas vocês vão entender o que eu quero dizer. Ontem eu, meus primos Tarmilcio, Thacila, Felipe, e nosso brother Gomes(Felipe Gomes) fomos a Bienal Internacional do Livro do Ceará 2012, obviamente, comprar livros. Foi um dia bem legal, pegamos o ônibus às 10:00, e chegamos lá 11:30, é, uma hora e meia de ônibus, e nós não moramos no interior não, moramos na cidade de Fortaleza, onde o evento ocorreu, mas andar de ônibus meus amigos, como vocês devem saber, é um inferno. Eu comprei três livros, e dois mangás, além de assinar por três anos a revista Mundo Estranho. Nem tenho muito que contar do evento, além do fato de uma garota muito bonita, vestida de palhaça ter parado eu e Tarmilcio e nos abraçado. Verdade seja dita, ela só abraçou Tarmilcio uma vez, e eu, duas vezes, demonstrando clara preferencia por mim, obviamente. Enfim, como eu disse e não terminei, não tenho muita coisa pra falar sobre o evento em si, mas digo que foi bem legal ir. Na saída resolvemos experimentar do, já famoso, “podrão” que é uma espécie de entidade cozinheira, que prepara todos aqueles “salgados + sucos = 2,00 reais” e, no embalo do grupinho de amigos, pego dois desses. Na hora eu não sabia, mas mais tarde, naquele mesmo dia, eu me arrependeria profundamente por ter comido esses malditos salgados. E assim, nossos caminhos foram divididos, pois o resto do grupo ainda queria ir à um parque de diversões, e eu, que não gosto de parques, não fui, e peguei meu ônibus. Aí que começa um dos maiores sofrimentos de minha vida. Entendam antes, que eu sou pobre e sempre fui, e estou acostumado a andar de ônibus desde que eu era um bebê, mas ontem foi um dia... diferente. O problema de sair com amigos é que geralmente você anda muito, e só percebi que estava exausto de cansaço quando entrei no ônibus. Lembro-me que o automóvel já estava bem cheio, e também me lembro quando um grupo de pessoas de procedência duvidosa entrou naquele recinto móvel. A cada parada do busão eles gritavam coisas como “Entra, é que nem coração de mãe, sempre cabe mais um”, “entra, ainda cabem mais vinte”, não cabiam mais vinte, mas as pessoas pareciam acreditar nisso, e entravam. Foi quando uma gentil senhora se ofereceu para segurar minha pesada sacola, com mais de dez quilos de livros comprados na Bienal. Se eu tivesse uma passagem pro céu, definitivamente entregaria para aquela senhora, nem sei oq eu aconteceria comigo se eu tivesse que segurar aquela sacola até o terminal. Sim, eu estava indo pro terminal, não para casa. Eu peguei o ônibus da Bienal aproximadamente às 16:20, e cheguei no terminal 17:30, de lá peguei o ônibus do meu bairro, e cheguei em casa 18:20 mais ou menos. Cara, nem sei como descrever a dor infernal que eu sentia nos meus pés, admito que eles ainda estão doendo agora, no dia seguinte aos eventos que acabei de relatar aqui. Ah, e os salgados, é verdade, só lhes darei essa dica, pra não prolongar tanto a história: NUNCA comam podrão.
Ah, e eu consertei meu pc, o problema era a placa de vídeo, que já tenho a uns dois anos, ela quebrou, agora estou com um computador mais lixo ainda. Até logo minha gente.

E não é que tiraram foto do ônibus que eu estava.



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